Não é poesia, não meu pai!
É lasca do meu coração que sai
Um simples laço do meu grande amor
Por ti meu velho, pelo teu valor,
De homem, de amigo e companheiro forte.
Bússola fiel, apontando o norte.
Fazendo-me participar feliz
Desta vida que em ti achou raiz
Que será o meu orgulho até a morte.
Recebe velho, nestes versos fracos
Meu coração todo partido em pedaços
Que aprendeu pulsar com teu coração
Peço de joelhos teu grande perdão
Por eu não ter sabido compreender
Teu modo viril de me repreender
Para acertar meu caminho
Agradeço meu velho o teu carinho
Teu exemplo de fé, que me fez crer.
Eu bendigo mil vezes, pai querido...
As vezes que por ti fui repreendido
Pois graças a franqueza e lealdade
Me salvaste de mil perversidade
Tornando-me na vida um bom cristão
Eu beijo agradecido a tua mão
E essas rugas que lavram as tuas faces
Pois se elas fossem bocas que falassem
Gritariam mil vezes... “gratidão”
Sei que é por mim que lutas e trabalhas
Enfrentando a mais dura das batalhas
Para que seja bom este teu filho...
Pela vida rezarei, meu estribilho:
“Deus, conservai meu pai sempre contente,
Nessa fibra viril, forte e valente
Guardando sua vida, fé e virtude,
Meu Deus, guardai meu velho com saúde,
Abençoai seu amor eternamente”.
Elisa Volante Borges (Autora)
Filha de Mário Sérgio Borges | Patrão do C.T.G. Fronteira da Amizade.
*Esta poesia é vencedora do Festival da Tradição Gaúcha do Mato Grosso do Sul 2006, na categoria Poesia Inédita doEstado