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Imagem retirada do livro "Gaúcho - Vestuário Tradicional e Costumes"
Véra Stedile Zattera - Gov. do Estado do Rio Grande do Sul - 1995
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Quando o homem que veio fazer a América - e se vestia à européia - aqui chegou encontrou, nos campos, índios missioneiros e índios cavaleiros.
Índios Missioneiros: (Tapes, Gês-guaranizados) - constituíam a matéria-prima trabalhada pelos padres jesuítas dos sete povos.
Os Missioneiros se vestiam, conforme severa moral jesuítica. Passaram a usar os calções europeus e em seguida a camisa, introduzida nas missões pelo Padre Antônio Sepp.
Usavam, ainda, uma peça de indumentária não européia, proximamente indígena - "el poncho" - isto é, o pala bichará. Essa peça de indumentária não existia no Rio Grande do Sul antes da chegada do branco, pois os nossos índios pré-missioneiros não teciam e nem fiavam.
Os Padres descobriram a atração que as vestes religiosas e as fardas militares exerciam sobre os índios e distribuíram essas roupas entre eles. Assim, figurar o Alferes Real Sepé Tiarayu, desnudo ou vestindo chiripá, é erro grosseiro. Ele usaria a farda correspondente ao seu alto grau militar, ou vestiria-se civilmente, com bragas, camisa e poncho.
A mulher missioneira usava o "tipoy", que era um longo vestido formado por dois panos costurados entre si, deixando sem costurar, apenas duas aberturas para os braços e uma para o pescoço. Na cintura, usavam uma espécie de cordão, chamado "chumbe". O "tipoy" era feito de algodão esbranquiçado, mas em seguida se tornava avermelhado com o pó das Missões. Em ocasiões festivas, a índia missioneira gostava de usar um alvo "tipoy" de linho sobre o de uso diário. Apenas nas vestes religiosas, sobretudo nas procissões, as índias usavam mantos de cores dramáticas, como o roxo e o negro.
Índios cavaleiros: (Maias: Charruas, Minuanos, Yarós, etc): eram assim chamados porque prontamente se abonaram do cavalo trazido pelo branco, desenvolvendo uma surpreendente técnica de amestramento e equitação.
Usavam duas peças de indumentária absolutamente originais: o "chiripá" e o "cayapi".
O chiripá era uma espécie de saia, constituída por um retângulo de pano enrolado na cintura, até os joelhos. O cayapi dos minuanos era um couro de boi, inteiro e bem sovado (que se usava às costas) com o pêlo para dentro e carnal para fora, pintado de listras verticais e horizontais, em cinza e ocre. À noite, servia de cama, estirado no chão. Os charruas o chamavam de "quillapi" e "toropi".
A mulher, entre os índios cavaleiros, usava apenas o chiripá. No rosto, pintura ritual de passagem, assinalando a entrada na puberdade. No pescoço, colares de contas ou dentes de feras.
De peças da indumentária ibérica, de peças da indumentária indígena e tantas outras, o gaúcho foi constituindo sua própria indumentária.
Fonte: "Indumentária Gaúcha" - Antônio A. Fagundes, Martins Livreiro - Porto Alegre - 1985.
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Véra Stedile Zattera - Gov. do Estado do Rio Grande do Sul - 1995
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Patrão das Vacarias e Estancieira Gaúcha
O primeiro caudilho rio-grandense tinha mais dinheiro e se vestia melhor. Foi o primeiro estancieiro. Trajava-se basicamente à européia, com a braga e as ceroulas de crivo. Passou a usar também a bota de garrão de potro, invenção gauchesca típica. Igualmente o cinturão-guaiaca, o lenço de pescoço, o pala indígena, a tira de pano prendendo os cabelos, o chapéu de pança de burro, etc.
A mulher desse rico estancieiro usava botinhas fechadas, meias brancas ou de cor, longos vestidos de seda ou veludo, botinhas fechadas, mantilha, chale ou sobrepeliz, grande travessa prendendo os cabelos enrolados e o infaltável leque.
Peão das Vacarias e China das Vacarias
O traje do peão das vacarias destinava-se a proteger o usuário e a não atrapalhar a sua atividade - caçar o gado e cavalgar. Normalmente, este gaúcho só usava o chiripá primitivo (pano enrolado como saia, até os joelhos, meio aberto na frente, para facilitar a equitação e mesmo o caminhar do homem) e um pala enfiado na cabeça. O chiripá, em pouco tempo, assumia uma cor indistinta de múgria - cor de esfregão. À cintura, faixa larga, negra, ou cinturão de bolsas, tipo guaiaca, adaptado para levar moedas, palhas e fumo e, mais tarde, cédulas, relógio e até pistola. Ainda à cintura, as infaltáveis armas desse homem: as boleadeiras, a faca flamenga ou a adaga e, mais raramente, o facão. E sempre à mão, a lança - de peleia ou de trabalho. Camisa, quando contava com uma, era de algodão branco ou riscado, sem botões, apenas com cadarços nos punhos, com gola imensa e mangas largas. Pala, não faltava, comumente, o de lã - chamado "bichará" - em cores naturais, e mais raramente o de algodão e o de seda que aos poucos vão aparecendo. Logo, também surge o poncho redondo, de cor azul e forrado de baeta vermelha.
Pala: tem origem indígena. Pode ser de lã ou algodão, quando protege contra o frio, ou de seda, quando protege contra o calor. É sempre retangular com franjas nos quatro lados. A gola do pala é um simples talho, por onde o homem enfia o pescoço.
Poncho: Tem origem inteiramente gauchesca. É feito, invariavelmente, de lã grossa. Quase sempre é azul escuro, forrado de baeta vermelha, mas também existem de outras combinações de cores. O poncho tem a forma circular ou ovulada. Só protege contra o frio e a chuva. A gola é alta, abotoada e há um peitilho na frente do poncho.
Botas: As botas mais comuns eram as de garrão-de-potro, que eram retiradas de vacas, burros e éguas (raramente era usado o couro de potro, que lhe deu o nome). Essas botas eram lonqueadas ou perdiam o pêlo com o uso. Em uso, as botas não duravam mais de dois meses. Normalmente, eram feitas com o couro das pernas traseiras do animal que dão botas maiores. As que eram tiradas das patas dianteiras, muitas vezes eram cortadas na ponta e no calcanhar, ficando o usuário com os dedos do pé e o calcanhar de fora. Acima da barriga da perna, era ajustada por meio de tranças ou tentos.
Esporas: As esporas mais comuns nessa época eram as nazarenas (européias) e as chilenas (americanas). As nazarenas tem esse nome devido aos seus espinhos pontudos, que lembram os cravos que martirizaram Nosso Senhor. As chilenas devem seu nome à semelhança com as esporas do "huaso", do Chile. Aos poucos, os ferreiros da época começaram a criar novos tipos de esporas.
Luxo: O peão das vacarias não era de muito luxo. Só usava ceroulas de crivo nas aglomerações urbanas. Ademais, andava de pernas nuas como os índios. À cabeça, usava a fita dos índios, prendendo os cabelos - que os platinos chamam "vincha" - e também o lenço, como touca, atado à nuca.
Chapéu: quando usava, era de palha (mais comum), e de feltro, (mais raro), e talvez o de couro cru, chamado de "pança-de-burro", feito com um retalho circular da barriga do muar, moldado na cabeça de um palanque. O chapéu, qualquer que fosse o feitio, era preso com barbicacho sob o queixo ou nariz. Esse barbicacho era normalmente trançado em delicados tentos de couro cru, tirados de lonca, ou então, eram simples cordões de seda, torcidas, terminando em borlas que caía para o lado direito. Mais raramente era feito de sola e fivela.
Tirador: Ainda nesta época, aparece o "cingidor", que é o nosso tirador.
Mulher: A mulher vestia-se pobremente: nada mais que uma saia comprida, rodada, de cor escura e blusa clara ou desbotada com o tempo. Pés e pernas descobertas, na maioria das vezes. Por baixo, apenas usava bombachinhas, que eram as calças femininas da época.
Fonte: "Indumentária Gaúcha" - Antônio A. Fagundes, Martins Livreiro - Porto Alegre - 1985.
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Véra Stedile Zattera - Gov. do Estado do Rio Grande do Sul - 1995
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Chiripá Farroupilha e Saia e Casaquinho
Este período é dominado por um chiripá que substituiu o anterior, que não é adequado à equitação, mas para o homem que anda a pé. O chiripá dessa nova fase é em forma de grande fralda, passada por entre as pernas. Este se adapta bem ao ato de cavalgar e essa é certamente a explicação para o seu aparecimento. Com isto, fica claro que o Chiripá Primitivo era de origem indígena. Já o Chiripá Farroupilha é inteiramente gaúcho. Esse é um traje muito funcional, nem muito curto, nem muito comprido, tendo o joelho por limite, ao cobri-lo.
As esporas deste período são as chilenas, as nazarenas e os novos tipos inventados pelos ferreiros da campanha. As botas são, ainda, a bota forte, comum, a bota russilhona e a bota de garrão, inteira ou de meio pé. As ceroulas são enfiadas no cano da bota ou, quando por fora, mostram nas extremidades, crivos, rendas e franjas. À cintura, faixa preta e guaiaca, de uma ou duas fivelas. Camisa sem botões, de gola, e mangas largas. Usavam jaleco, de lã ou mesmo veludo, e às vezes, a jaqueta, com gola e manga de casaco, terminando na cintura, fechado à frente por grandes botões ou moedas. No pescoço, lenço de seda, nas cores mais populares, vermelho ou branco. Porém, muitas vezes, o lenço adotado tinha outras cores e padronagens. Em caso de luto, usava-se o lenço preto. Com luto aliviado, preto com "petit-pois", carijó ou xadrez de preto e branco. Aos ombros, pala, bichará ou poncho. Na cabeça usavam a fita dos índios ou o lenço amarrado à pirata e, se for o caso, chapéu de feltro, com aba estreita e copa alta ou chapéu de palha, sempre preso com barbicacho.
A mulher, nesta época, usava saia e casaquinho com discretas rendas e enfeites. Tinham as pernas cobertas com meias, salvo na intimidade do lar. Usavam cabelo solto ou trançado, para as solteiras e em coque para as senhoras. Os sapatos eram fechados e discretos. Como jóias apenas um camafeu ou broche. Ao pescoço vinha muitas vezes o fichú (triângulo de seda ou crochê, com as pontas fechados por um broche). Este foi o traje usado pelas ricas e pobres desta época.
Fonte: "Indumentária Gaúcha" - Antônio A. Fagundes, Martins Livreiro - Porto Alegre - 1985.
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Véra Stedile Zattera - Gov. do Estado do Rio Grande do Sul - 1995
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Bombacha e Vestido de Prenda
A bombacha surgiu com os turcos e veio para o Brasil usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. Até o começo do século, usar bombachas em um baile, seria um desrespeito. O gaúcho viajava a cavalo, trajando bombachas e trazia as calças "cola fina", dobradas em baixo dos pelegos, para frisar.
As bombachas são largas na Fronteira, estreitas na Serra e médias no Planalto, abotoadas no tornozelo, e quase sempre com favos de mel. A correta bombacha é a de cós largo, sem alças para a cinta e com dois bolsos grandes nas laterais, de cores claras para ocasiões festivas, sóbrias e escuras para viagens ou trabalho.
À cintura o fronteirista usa faixa; o serrano e planaltense dispensam a mesma e a guaiaca da Fronteira é diferente da serrana, por esta ser geralmente peluda e com coldre inteiriço.
A camisa é de um pano só, no máximo de pano riscado. Em ambiente de maior respeito usa-se o colete, a blusa campeira ou o casaco.
O lenço do pescoço é atado por um nó de oito maneiras diferentes e as cores branco e vermelho são as mais tradicionais.
Usa-se mais freqüentemente o chapéu de copa baixa e abas largas, podendo variar com o gosto individual do usuário, evitando sempre enfeites indiscretos no barbicacho.
Por convenção social o peão não usa chapéu em locais cobertos, como por exemplo, no interior de um galpão.
As esporas mais utilizadas são as "chilenas", destacando-se ainda as "nazarenas". Botas, de sapataria preferencialmente pretas ou marrons.
Para proteger-se da chuva e do frio usa-se o poncho ou a capa campeira e do calor o poncho-pala. Cita-se ainda o bichará como proteção contra o frio do inverno. Obs: O preto é somente usado em sinal de luto.
O tirador deve ser simples, sem enfeites, curtos e com flecos compridos na Serra, de pontas arredondadas no Planalto, comprido com ou sem flecos na Campanha e de bordas retas com flecos de meio palmo na Fronteira.
É vedado o uso de bombacha com túnica tipo militar, bem como chiripás por prendas por ser um traje masculino.
A indumentária da prenda é regulamentada por uma tese de autoria de Luiz Celso Gomes Yarup, que foi aprovada no 34º. Congresso Tradicionalista Gaúcho, em Caçapava do Sul.
01 - O vestido deverá ser, preferencialmente, de uma peça, com barra da saia no peito do pé;
02 - A quantidade de passa-fitas, apliques, babados e rendas é livre;
03 - O vestido pode ser de tecido estampado ou liso, sendo facultado o uso de tecidos sintéticos com estamparia miúda ou "petit-pois";
04 - Vedado o decote;
05 - Saia de armar: quantidade livre (sem exageros);
06 - Obrigatório o uso de bombachinhas, rendadas ou não, cujo comprimento deverá atingir a altura do joelho;
07 - Mangas até os cotovelos, três quartos ou até os pulsos;
08 - Facultativo o uso de lenço com pontas cruzadas sobre o peito, também facultado o uso do fichu de seda com franjas ou de crochê, preso com broche ou camafeu, ou ainda do chale;
09 - Meias longas brancas ou coloridas, não transparentes;
10 - Sapato com salto 5 (cinco), ou meio salto, que abotoe do lado de fora, por uma tira que passa sobre o peito do pé;
11 - Cabelo solto ou em trança (única ou dupla), com flores ou fitas;
12 - Facultado o uso de brincos de argola de metal. Vedados os de fantasia ou de plásticos;
13 - Vedado o uso de colares;
14 - Permitido o uso de pulseiras de aro de qualquer metal. Não aceitas as pulseiras de plástico;
15 - Permitido o uso de um anel de metal em cada mão. Vedados os de fantasia;
16 - É permitido o uso discreto de maquiagem facial, sem batons roxos, sombras coloridas, delineadores em demasia;
17 - Vedado o uso de relógios de pulso e de luvas;
18 - Livre a criação dos vestidos, quanto a cores, padrões e silhuetas, dentro dos parâmetros acima enumerados.
Fonte: "Indumentária Gaúcha" - Antônio A. Fagundes, Martins Livreiro - Porto Alegre - 1985.
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Alpargatas - São sapatos feito com lona e solado de corda, sem salto, tipo chileno. Este calçado começou a ser comercializado na Argentina, na década de 70 do século passado, por um espanhol basco. As alpargatas eram utilizadas no trabalho rural, nos veraneios e nas casas, como substituto dos chinelos. Hoje são usadas para qualquer ocasião pelos tradicionalistas e pela população urbana em geral.
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Barbicacho - Termo usado em Portugal e na Espanha, é um cordão ou tira de couro passada por baixo do queixo. Suas extremidades superiores são presas, lateralmente, na parte interna da carneira do chapéu, para evitar que este caia na cabeça com o vento ou com movimentos do trabalho do gaúcho.
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Bichará - De origem indígena, é um poncho retangular, confeccionado com lã bruta, em tear artesanal.
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Blusão campeiro - É um tipo de jaqueta usada para complementar a bombacha. Este blusão não é usado com colete ou com pulôver. Quem mais o utiliza é o gaúcho que mora na fronteira.
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Boina - De origem basca, a boina foi assimilada pelo campesino fronteirista através dos gaúchos uruguaios e argentinos.
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A bombacha é o traje típico. De acordo com alguns historiadores, foi introduzida após 1860, substituindo o chiripá. A origem ou época do começo de sua utilização pelo gaúcho não é precisa. Para alguns estudiosos, foi trazida da Espanha pelos maragatos e tem origem mourisca ou berbere. Outros defendem que a bombacha seria cópia ou sobra de guerra dos uniformes usados pelas forças coloniais inglesas e francesas, introduzidas pelo comércio britânico no extremo meridional da América do Sul. Por fim, a última tese é de que a bombacha veio com os habitantes da Ilha da Madeira.
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Botas - São dos mais variados tipos, compõe-se de cano mole, longo ou médio. Os domadores costumam utilizar uma bota de meio pé, sem o bico, para manter os dedos de forra, com a finalidade de melhor se firmarem nos estribos das montarias.
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Camisa - Geralmente é de riscado ou branca. Mas igualmente, pode ser de outras cores, sendo o preto um sinal de luto. Não existe, para o gaúcho atual, um tipo característico de camisa.
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Capa gaúcha - De tecido grosso, tem uma abertura frontal e fendas por onde passam os braços. Tipo de capa usada pelos militares e adotada, a partir de 1914, pelos campeiros do sul, quando uma fábrica começou a produzi-las, na cidade de Rio Grande.
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Chapéu - Na zona rural, são usados chapéus de lona cotonina, com abas pespontadas e debruadas com fitas de couro. Mas o chapéu que caracteriza o gaúcho é o de feltro, que apresenta variantes características em cada região. Os principais modelos são:
Tipo fronteira: de copa baixa arredondada e achatada, com aba estreita, virada para cima.
Tipo tropeiro: aba larga e reta ou com a parte da frente virada para baixo. A copa é alta, formando quatro gomos, como "escoteiro".
Tipo vacariano: semelhante ao chapéu cowboy. Possui ou não debruns nas abas que são dobradas lateralmente para cima e afuniladas para a frente.
Tipo missioneiro: aba larga, com a parte da frente "quebrada". A copa é baixa, redonda e achatada, com vinco.
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Esporas - Peças de metal, adaptadas nas botas, servindo para acicatar a montaria. Compõe-se de roseta, papagaio, garfo e correia. No Rio Grande do Sul, basicamente, existem dois tipos de roseta, cujos tamanhos variam de acordo com o gosto de cada um. A espora nazarena: toda a roseta é feita de cinco ou seis pinos agudos (assemelhando-se aos espinhos da coroa de Cristo, daí o nome de Nazarena). A espora chilena tem o formato de serrilha circular, de vários tamanhos, cujo modelo lembra, vagamente, as sonantes esporas dos "huasos" chilenos (vaqueiro que se assemelha em algumas técnicas de trabalho com os gaúchos das três pátrias; é chamado de maturango pelos argentinos), são de formato côncavo e redondo.
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Faixa - Colocada ao redor da cintura, serve para cingir os rins tanto nos trabalhos campeiros como em trajes festivos. Feita com tecido de lã ou algodão, mede 2,80m por 0,18cm de largura. Normalmente tem as cores preta, vermelha ou azul marinho, mas também há algumas multicores, feitas no norte da Argentina ou no Paraguai.
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Guaiaca - É um cinto largo, preso por duas fivelas na parte dianteira com coldre para revólver e bolsos laterais. A guaiaca é o cinturão do gaúcho e serve para levar dinheiro, fumo, cigarro, relógio, etc.
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Lenço - Usado ao pescoço, pode ser de diversas cores, sendo a branca e a vermelha as mais comuns. No passado, tiveram conotações políticas: o vermelho republicano (1835), maragato ou federalista (1893), maragato ou libertador (1923); a branca pica-pau (1893) e chimango (1923). O preto somente é usado em sinal de luto. O lenço é amarrado por nós, sendo que há mais de dez modelos diferentes. Alguns exemplos: nó-de-rodeio, "Assis Brasil", "farroupilha", nó-de-domador, "namorador", cabeça-de-touro e "rapadura".
Fonte: www.galpaovitual.com.br
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Pala - Espécie de capa de formato retangular com franjas nos lados estreitos do retângulo. Tem uma abertura central por onde a cabeça é enfiada. O pala cai sobre os ombros e é feito com lã, algodão ou seda, sempre em tecido leve. É usado nas estações menos frias.
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Poncho - De lã ou outro tecido grosso, compacto, às vezes, impermeável, tem formato arredondado e, geralmente, é forrado de baeta vermelha. Possui uma abertura central, para enfiar a gola com botões. Serve de abrigo para o frio rigoroso e para a chuva.
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Poncho-pala - De lã espessa, formato retangular, com extremidades arredondadas e franjadas, possui uma gola aberta onde se enfia a cabeça. É abrigo de inverno.
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Tirador - É uma espécie de avental com couro de boi, cavalo ou capivara, usado pelo campeiro para proteger seus flancos contra a fricção do laço ao prender um animal. O homem do campo veste o tirador somente para o trabalho.
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