O Fogo Simbólico simboliza a Pátria Brasileira, na semana ligada ao 7 de setembro. É o respeito do culto cívico na Semana da Pátria.
O fogo é o símbolo da fertilidade, do calor e da claridade, Fogo é luz. O fogo é a cepa criadora da chama. A chama é o ardor, a paixão.
O Fogo Simbólico expressa o sentido patriótico de um povo, em seus símbolos, suas armas e suas riquezas - sua Pátria. O Fogo Simbólico aquece o amor pelo chão adorado e seu passado de lutas, magistralmente aceso na Semana da Pátria.
Assim como o Fogo Simbólico aquece o sentido pátrio, a Chama Crioula encarna a magnitude de nossa Tradição Gaúcha.
Visando simbolizar a ronda ao cultivo das mais caras tradições, em 1947, o folclorista Paixão Cortes, liderando um grupo de estudantes, fundou o Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil Júlio de Castilhos de Porto Alegre. Tomando uma centelha do Fogo Simbólico, instituiu as comemorações farroupilhas e a Chama Crioula, mais tarde oficializadas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.
A primeira Chama Crioula, na primeira Semana Farroupilha - de 1947 - se transformou num símbolo gaúcho. Esse facho, que nunca apagou nos corações dos sul-rio-grandenses, arde permanentemente, nos Centros de Tradições Gaúchas.
Assim como na convivência humana sempre existe uma fagulha misteriosa na providência divina, para aquecer os corações dos mais desventurados, no bojo tradicionalista, o facho da liberdade não dá de se apagar. As tradições gaúchas estavam vivas. Estava instituída a Chama Crioula, que haveria de encarnar o espírito heróico dos farroupilhas. Conservaria acessos os ideais de justiça e liberdade, bandeira sempre erguida pelo povo gaúcho.
Esse facho, conduzido altaneiramente pela cavalaria gaúcha, por piquetes de cavalarianos, na abertura da Semana Farroupilha, torna-se o símbolo da fertilidade de uma cultura própria. Arde em todos os candeeiros de nosso Torrão.
A Chama Crioula é a alma gaúcha!
Os Farroupilhas, que ao longo de 10 anos, escreveram, com letras de sangue, a história sul-rio-grandense, são a célula máter de um predestinado ideal de Liberdade, Igualdade e Humanidade. Aquela chama de civismo rastilhou o solo sul-rio-grandese, mesclada aos ideais de liberdade e justiça, hoje arraigada ao palanque da honra, rebrota a luz da dignidade, tão buscada pelos farrapos, para não deixar macular o brio de um povo.
A ronda da Chama Crioula é a expressão do orgulho e do ideal dos gaúchos. Ela está no espírito de fraternidade, que busca a aproximação dos povos, na convivência social.
Chama Crioula, no teu fecho a vigília dos verdadeiros gaúchos que, montados na razão, fincaram os pés na trincheira da resistência. És um determinado olhar na direção da preservação de nossos verdadeiros usos e costumes, defendendo nossa tão amada querência.
Fonte: ABC do Tradicionalismo Gaúcho - Salvador Ferrando Lamberty