25/10/2006 - A Torneira - Alceu Cabral

     Certa feita o "seu" Oscar Selestino Alves foi a Cachoeira tratar de negócios e, como era de seu hábito, tomar o seu cafezinho no café Frísia.

     Estava conversando com uns amigos quando alguém pegou um copo, encheu-o de água, em uma torneira, e o tomou.

     O "seu" Oscar, vendo aquilo, disse:

     - "Na campanha se faz poço,
para se matar a sede,
a cidade é milagrosa,
brota água da parede."

     Claro que "seu" Oscar teve que, muito tempo depois, fugir do café, pois juntava grande quantidade de pessoas que não paravam de provocar o velho para que ele continuasse a fazer e dizer versos.

CABRAL, Alceu. Causos e lorotas. Porto Alegre: Martins Livreiro, 2003.